Em tempos de discussões sobre biografias, mais financeiras que técnicas, urge discutir a pesquisa [auto]biográfica entre os pesquisadores.
A cidade do Rio de Janeiro sediará este Congresso a que todos que se interessam pelo tema devem comparecer.
Este blog compartilha a pesquisa de História na cidade do Rio de Janeiro.
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
sábado, 11 de janeiro de 2014
A Formação do Carnaval Carioca
Como uma atividade meramente recreativa, criação de filhos e netos de escravos,
se transforma na maior festa brasileira e, para muitos,
no maior espetáculo da terra?
Esta questão será respondida através de cinco encontros com o meu amigo, o pesquisador LUIS CARLOS MAGALHÃES.
LUIS CARLOS MAGALHÃES é professor da disciplina "Musicalização do Espetáculo" do Curso de Figurinos de Carnaval da Universidade Veiga de Almeida, comentarista de carnaval da Rádio Tupi e diretor cultural da Portela, além de profícuo pesquisador da História das Escolas de Samba.
O curso aborda a história do carnaval carioca e nele, a história das escolas de samba. Aborda a população carioca no início do século XX, as imigrações, a presença e atividade das tias baianas no Rio de Janeiro.
É tama importante para quem deseja conhecer melhor a rica história da cidade do Rio de Janeiro através de uma de suas festas mais conhecidas: o carnaval.
DATA: 21 DE JANEIRO A 18 DE FEVEREIRO
LOCAL: CINÉDIA CRIATIVA. Rua Santa Cristina, 5 - ESTAÇÃO GLÓRIA DO METRÔ
AULAS: 3ª feiras de 19 às 21 horas
CONTATOS: 22212633 ou cinediacriativa@gmail.com
VALOR DO CURSO: 150,00
Apresenta o berço da baianidade carioca, o recôncavo e a pequena África, suas características e importância. Identifica as transformações da cidade e os espaços sociais do carnaval no início do século passado, a influência de diversos ritmos e danças africanos e europeus que resultaram no samba amaxixado da Praça XI para o samba sincopado do Estácio. Expõe, também, a evolução da canção carnavalesca, os ranchos, cordões e a evolução dos blocos de rua.
DATA: 21 DE JANEIRO A 18 DE FEVEREIRO
LOCAL: CINÉDIA CRIATIVA. Rua Santa Cristina, 5 - ESTAÇÃO GLÓRIA DO METRÔ
AULAS: 3ª feiras de 19 às 21 horas
CONTATOS: 22212633 ou cinediacriativa@gmail.com
VALOR DO CURSO: 150,00
Esse curso você não pode perder!
terça-feira, 8 de maio de 2012
80 anos do Manifesto dos Pioneiros
![]() |
| Busto de Anísio Teixeira feito pela Zani Fundição Artistica |
O "Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova" consolidava a visão de um segmento da elite intelectual que, embora com diferentes posições ideológicas, vislumbrava a possibilidade de interferir na organização da sociedade brasileira do ponto de vista da educação. Redigido por Fernando de Azevedo, o texto foi assinado por 26 intelectuais, entre os quais Anísio Teixeira Afrânio Peixoto, Lourenço Filho, Roquette Pinto, Delgado de Carvalho, Hermes Lima e Cecília Meireles. Ao ser lançado, em meio ao processo de reordenação política resultante da Revolução de 30, o documento se tornou o marco inaugural do projeto de renovação educacional do país. Além de constatar a desorganização do aparelho escolar, propunha que o Estado organizasse um plano geral de educação e defendia a bandeira de uma escola única, pública, laica, obrigatória e gratuita. O movimento reformador foi alvo da crítica forte e continuada da Igreja Católica, que naquela conjuntura era forte concorrente do Estado na expectativa de educar a população, e tinha sob seu controle a propriedade e a orientação de parcela expressiva das escolas da rede privada. (Helena Bomeny, in http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/JK/artigos/Educacao/ManifestoPioneiros )
Para comemorar a data a UFRJ está veiculando o evento A Educação Pública Brasileira nos 80 anos do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932) nos dias 30 e 31 de maio. O evento será realizado no Auditório Pedro Calmon. Participam, dentre outros, a Professora Drª Libânia Xavier e a Professora Drª Sonia Lopes.
É um evento gratuito e as inscrições podem ser feitas em https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dG9xbUlxeHlkTFB5Yk1zVzBXZWZZRFE6MQ
domingo, 8 de abril de 2012
A Biblioteca Infantil do Pavilhão Mourisco
L
|
ançamento
do livro "Leitura, arte e educação:
a biblioteca infantil do Pavilhão Mourisco (1934-1937)" na próxima
sexta-feira, dia 13 de abril, às 17 horas e 15minutos, no Foyer do Teatro
Fernando de Azevedo, no Instituto de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ).
A Biblioteca Infantil do Distrito Federal localizada no
"Pavilhão" ou "Espaço Mourisco" foi inaugurada em 1934
durante a gestão de Anísio Teixeira na Diretoria Geral de Instrução Pública do
Distrito Federal. Coube à poeta e educadora Cecília Meireles a organização e
direção do espaço que se transformou num centro de cultura infantil e de
pesquisa para os educadores.
Endereço: R. Mariz e Barros, 273 - Maracanã - Rio de Janeiro – RJ
Telefone:
(021) 2334-2501.
A autora,
Professora Doutora Jussara Pimenta assim descreveu, em artigo de XXXX, a
Biblioteca do Pavilhão do Mourisco:
“
|
A
Biblioteca Infantil do Distrito Federal foi um dos projetos mais ambiciosos da
reforma anisiana e um espaço onde Cecília Meireles desenvolveu sua criatividade
e seu empenho a favor da literatura infantil. A biblioteca deveria se instalar
no Pavilhão Mourisco e seria constituída, inicialmente, das seguintes seções:
seções de livros, seção de gravuras, seção de cartografia, seção de recortes,
seção de selos e moedas, seção de música e cinema, seção artística, seção de
propaganda e publicidade e seções de
observação e pesquisa. [...] A Biblioteca transformar-se-ia num Centro de Cultura Infantil, já que
extrapolava os objetivos de uma biblioteca [...] ”
Este
trecho não é do livro que será lançado, mas de um artigo de Jussara de 2001.
Instiga saber mais, o que só acontecerá lendo o livro.
Este é um
daqueles livros que não pode faltar na estante de quem, como eu, gosta da
História da Cidade. E, por falar nisso:
O
Pavilhão Mourisco, na Praia de Botafogo, está representado numa imagem da
Editora P. Speranza, em postal. Foi demolido na década de 1950 face a
necessidade de desafogar o trânsito na região e pela construção do túnel do
Pasmado. Fora construído por Pereira Passos, em 1906, para ser um café
concerto. Aos fundos ficavam o Teatro de Marionetes (que no postal está em
primeiro plano), um carrossel e um rinque de patinação que foi, durante muitos
anos, uma das atrações da cidade. De construção com estiloneo-persa, deu origem
a um trecho da cidade denominado Mourisco.
Em 1934,
passa a abrigar a Biblioteca Infantil do Distrito Federal, objeto de estudo da
pesquisadora Profª Drª Jussara Pimenta.
Fonte:
PIMENTA, Jussara. Leitura e Encaantamento: A Biblioteca Infantil do Pavilhão
Mourisco. In: NEVES, Margarida de Souza; LÔBO,Yolanda Lima; MIGNOT, Ana
Chrystina Venâncio (orgs).Cecíli Meireles: a poética da Educação.Rio de
Janeiro: Editora PUC-RJ, Loyola, 2001.
sábado, 31 de março de 2012
Uma mulher do século XX
Dia
12 de abril, às 18 horas, no Palácio Pedro Ernesto, a Professora Drª Lia Faria
receberá, das mãos do Vereador Leonel Brizola Neto, a medalha Pedro Ernesto,
pelo reconhecimento das atividades realizadas, pela homenageada, na área de Educação.
Não
é o primeiro reconhecimento do trabalho de Lia, sequer sua primeira medalha: em
2003, recebeu a Menção Honrosa da
Faculdade da Região dos Lagos; a Medalha Tiradentes, da Assembleia Legislativa
do Estado do Rio de Janeiro; em 2001, a Moção
de Aplausos e Congratulações do Centro
de Apoio à Mulher , do Grupo de Integração Social de Trajano de Moraes; em
2000, Moção de Aplausos e Agradecimento, da Câmara Municipal de Natividade, RJ; a Moção
de Congratulações, Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro; a Medalha
Mérito Dom João VI, da Policia Militar
do Estado do Rio de Janeiro; o título de Cidadão
Honorário, da Câmara Municipal de Bom
Jardim, RJ; a Medalha de Honra ao Mérito - Dia das Mães, da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.; o Título
de Cidadania Bom-Jardinense, da Câmara
Municipal de Bom Jardim; a Indicação para a composição da Câmara Nacional de
Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, UNDIME / Conselho Estadual de
Educação; o Título de Personalidade Educacional 2000, da Associação Brasileira
de Educação, da Associação Brasileira de Imprensa e da Folha Dirigida; o Grau
de Grande Oficial da Ordem do Mérito Policial Militar, Governo do Estado do Rio
de Janeiro; em 1999, a Moção de Parabéns, da Câmara Municipal de Porciúncula, RJ; a Moção
de Congratulações e Aplausos, Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro; o Prêmio
Cidadania, da Associação Beneficente Rio Criança Cidadã – ABRCC; a Moção de
Agradecimento, da Câmara Municipal de
Porciúncula; o Prêmio de Mulher Destaque, PDT - Movimento Estadual de Mulheres –
RJ; a Medalha Mérito Avante Bombeiro,
Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro; em 1998, a Medalha
Legislativa Municipal do Mérito Dr. José Clemente Pereira, da Câmara Municipal
de Niterói; o Título de Honra ao Mérito, da G.R.E.S. Mocidade Unida de Jacarepaguá; o Título
de Conselheira Honorária, do Conselho
Municipal de Educação de Niterói; a Homenagem pelo Dia da Mulher Brasileira, da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Rio
de Janeiro; em 1997, o Título de Cidadã Friburguense, da Câmara Municipal de Nova Friburgo; o Voto
de Louvor, da Câmara Municipal de Nova
Friburgo, RJ; a Moção de Apoio, Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Rio de
Janeiro; em 1996, o Diploma de Agradecimento, da Associação dos Diplomados da Escola
Superior de Guerra; a Moção de Congratulações, da Câmara Municipal de Niterói;
em 1994, a Moção de Aplausos e Congratulações, da Assembleia Legislativa do
Estado do Rio de Janeiro; em 1991, o Prêmio de Publicação, do XI Concurso Raymundo Correa de Poesia; a Moção
de Aplausos, da Câmara Municipal de Niterói; o Título de Delegada da União
Internacional Socialista de Educação, da
União Internacional Socialista de Educação; em 1990, a Homenagem pelos
relevantes serviços prestados, da Prefeitura
Municipal de Volta Redonda; em 1986, o Título de Cidadã Gonçalense, da Câmara Municipal de São Gonçalo; em 1985, a
Moção de Aplausos, da Câmara Municipal de São Gonçalo.
Todos
as homenagens fizeram jus a educadora, a política, a mãe, a esposa Lia. Queria
conversar sobre outra Lia. A Lia mulher do século XX.
Ao
defender minha dissertação de Mestrado tive a honra de tê-la, e conhecê-la,
como parte de minha banca de avaliação. Recebi dela um livro, sobre seus
estudos sobre a mulher, prefaciado pelo saudoso antropólogo brasileiro, Darcy
Ribeiro, com quem ela trabalhou 16 anos. Este prefácio, impregnado da Lia
mulher, o que se complementa na sua narrativa, invoca memórias que, por
coletivas, são também minhas e daí minha imediata identificação.
Lia
não é, decididamente uma mulher comum. Não por ser culta. Não por ser muito
simples. Não por ter um discurso coerente que envolve a plateia, sem que esta
se aperceba pelas muitas identificações que provoca, exatamente como sua
narrativa escrita fez comigo.
A
pessoa de Lia é, por ela mesma, uma fuga dos estereótipos das representações dos cargos que assumiu ao longo de sua vida. Lembro
que, no aeroporto de Vitória, junto com Roberto, o amor que escolheu para amar
junto e partilhar a vida, ela pegou de minhas mãos uma pesada sacola de livros
que eu, ali numa cadeira de rodas, cismava em trazer para o Rio. Ali, era a
Diretora da Faculdade de Educação da UERJ, a carregar os livros que a aluna do
Mestrado comprara no Congresso. Outra: todas as quintas-feiras, senta-se, numa
sala de aula, Lia, junto aos alunos do Mestrado e Doutorado da UERJ, inclusive de sua próprias orientandas, a aprender, como
nós, com o Professor Dr. Joaquim Pintassilgo, da Universidade de Lisboa
(atualmente professor visitante da UERJ), sobre a formação docente portuguesa.
É a Lia aluna que lembra a hora do café, que troca experiências com os demais
alunos e, até encara, com a alegria, as brincadeiras que todos, inclusive ela
mesma, fazem.
Tudo
isso não foi para dizer que Lia é merecedora da Medalha Pedro Ernesto porque tem
dedicado sua vida à Educação. Foi para instigar você, que não conhece Lia
Faria, mas está no centro da cidade no dia 12 de abril, a ouvir e conhecer uma
mulher do século XX, que encarou a vida, como todas as demais de seu tempo,
para dar a mulher a posição, no tecido social, que hoje ocupa.
Por
que foi assim o movimento feminista no Brasil. Não teve ato fundador, até
porque mulheres educadoras protestavam e
se posicionavam, no início do oitocentos. Não foi a mulher a ou b, porque
viajou – porque tinha condições de fazê-lo – para outros países para lutar,
melhor dizendo discursar, sobre a emancipação feminina. Mas, esta história é
outra, que estudo e gosto de discutir... Quero falar sobre Lia.
Tudo
isso é para instigar a ver e ouvir uma mulher, educadora, política, simples,
alegre. Venha ouvir e ver Lia Faria, o exemplo de uma mulher do século XX.
Ah,
para não perder o caminho da História, bonito ver o neto de Brizola entregar a
Lia Faria, uma mulher do PDT( criado bravamente pelo avô), a Medalha Pedro Ernesto[1], a
mais importante comenda do município
do Rio de Janeiro (criada em
1980), concedida pela Câmara Municipal, após aprovação em Plenário, às
personalidades que mais se destacaram na sociedade brasileira em suas respectivas
áreas de atuação!
[1] Pedro Ernesto Baptista foi um político brasileiro, prefeito
da cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, por dois
períodos, entre 30 de setembro de 1931 e 2 de
outubro de 1934 e entre 7 de abril de 1935 e 4 de
abril de 1936.Considerado um dos maiores benfeitores das Escolas de Samba.Chegou a ser cotado para
a Presidência da República, antes de ser preso, sob acusação de ser comunista. A Câmara de Vereadores da cidade do Rio de Janeiro instituiu uma medalha com
seu nome. Também levam o nome do prefeito o hospital universitário da UERJ e uma rua, no bairro carioca da Gamboa. Em 2009, sua memória foi lembrada no desfile da Escola
de Samba Unidos de Cosmos.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Escrever vidas, narrar a História
A Associação Nacional de História Seção Regional do Rio de Janeiro, Anpuh-Rio, tem o prazer de convidar todos os seus associados para o lançamento do Prêmio de Pesquisa da Anpuh-Rio, edição 2010, cuja tese ganhadora intitulada "Escrever vidas, narrar a História: a biografia como problema historiográfico no Brasil oitocentista", de autoria da professora Maria da Glória de Oliveira e orientada pelo saudoso professor Manoel Luiz Salgado Guimarães, foi publicada pela Editora FGV.
O lançamento será realizado na Blooks Livraria (Praia de Botafogo, 316. Rio de Janeiro - RJ), às 19 horas do dia 15 de março de 2012.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Biblioteca Mundial Digital: o casamento da Princesa Isabel
![]() |
| Foto: Coleção Thereza Christina |
Quando passamos no Paço Imperial, na Praça XV não imaginamos aquela praça em dia de festa para o casamento da Princesa Isabel e do Conde d'Eu. Tantos lugares lindos e históricos, no Rio de Janeiro, e os passos apressados desviam nossa visão.
Minha amiga Regina Vidal, sabedora de meus interesses, mandou-me um site da Biblioteca Mundial Digital, que já conhecia, está nos meus sites favoritos. Entrei novamente e me deparei com o casamento.
A foto é linda. Mostra a realeza em dia de festa.
Além dessa foto, outras da coleção Thereza Christina Maria, com mais de 21.000 fotos, representam o Brasil na biblioteca.
A biblioteca é um elemento transformador do processo de apropriação da cultura e isso, no meio digital, permite que essa apropriação se dê para um número cada vez maior de pesssoas, em diferentes partes do planeta Terra, o que socializa a informação impedindo a elitização prejudicial que, por vezes, sentimos.
Se estiver interessado (a) em dar um passeio, leve sua mente e seus olhos pela coleção Thereza Christina.
Se tiver tempo, veja o que outros continentes apresentam.
Você vai gostar: http: //www.wdl.org/pt/
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