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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

VI CONGRESSO INTERNACIONAL DE PESQUISA [AUTO] BIOGRÁFICA

           Em tempos de discussões sobre biografias, mais financeiras que técnicas, urge discutir a pesquisa [auto]biográfica entre os pesquisadores.
          A cidade do Rio de Janeiro sediará este Congresso a que todos que se interessam pelo tema devem comparecer.





sábado, 11 de janeiro de 2014

A Formação do Carnaval Carioca

Como uma atividade meramente recreativa, criação de filhos e netos de escravos,
se transforma na maior festa brasileira e, para muitos, 
no maior espetáculo da terra?



Nome dado por Heitor dos Prazeres a uma região compreendida pela Zona Portuária do Rio de Janeiro, Gamboa, Saúde e Praça XI, onde se encontrava a comunidade remanescente de Quilombos da Pedra do Sal, Santo Cristo, e outros locais habitada por escravos alforriados e que, de 1850 até 1920, foram conhecidos por Pequena África.



Esta questão será respondida através de cinco encontros com o meu amigo, o pesquisador LUIS CARLOS MAGALHÃES.

LUIS CARLOS MAGALHÃES é professor da disciplina "Musicalização do Espetáculo" do Curso de Figurinos de Carnaval da Universidade Veiga de Almeida, comentarista de carnaval da Rádio Tupi e diretor cultural da Portela, além de profícuo pesquisador da História das Escolas de Samba.

O curso aborda a história do carnaval carioca e nele, a história das escolas de samba. Aborda a população carioca no início do século XX, as imigrações, a presença e atividade das tias baianas no Rio de Janeiro.

Apresenta o berço da baianidade carioca, o recôncavo e a pequena África, suas características e importância. Identifica as transformações da cidade e os espaços sociais do carnaval no início do século passado, a influência de diversos ritmos e danças africanos e europeus que resultaram no samba amaxixado da Praça XI para o samba sincopado do Estácio. Expõe, também, a evolução da canção carnavalesca,  os ranchos, cordões e a evolução dos blocos de rua.

É tama importante para quem deseja conhecer melhor a rica história da cidade do Rio de Janeiro através de uma de suas festas mais conhecidas: o carnaval.

DATA: 21 DE JANEIRO A 18 DE FEVEREIRO
LOCAL: CINÉDIA CRIATIVA. Rua Santa Cristina, 5 - ESTAÇÃO GLÓRIA DO METRÔ
AULAS: 3ª feiras de 19 às 21 horas
CONTATOS: 22212633 ou  cinediacriativa@gmail.com
VALOR DO CURSO: 150,00

Esse curso você não pode perder!

terça-feira, 8 de maio de 2012

80 anos do Manifesto dos Pioneiros

Busto de Anísio Teixeira
feito pela Zani Fundição Artistica


O "Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova" consolidava a visão de um segmento da elite intelectual que, embora com diferentes posições ideológicas, vislumbrava a possibilidade de interferir na organização da sociedade brasileira do ponto de vista da educação. Redigido por Fernando de Azevedo, o texto foi assinado por 26 intelectuais, entre os quais Anísio Teixeira Afrânio Peixoto, Lourenço Filho, Roquette Pinto, Delgado de Carvalho, Hermes Lima e  Cecília Meireles. Ao ser lançado, em meio ao processo de reordenação política resultante da Revolução de 30, o documento se tornou o marco inaugural do projeto de renovação educacional do país. Além de constatar a desorganização do aparelho escolar, propunha que o Estado organizasse um plano geral de educação e defendia a bandeira de uma escola única, pública, laica, obrigatória e gratuita. O movimento reformador foi alvo da crítica forte e continuada da Igreja Católica, que naquela conjuntura era forte concorrente do Estado na expectativa de educar a população, e tinha sob seu controle a propriedade e a orientação de parcela expressiva das escolas da rede privada. (Helena Bomeny, in http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/JK/artigos/Educacao/ManifestoPioneiros )

Para comemorar a data a UFRJ está veiculando o evento A Educação Pública Brasileira nos 80 anos do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932) nos dias  30 e 31 de maio. O evento será realizado no Auditório Pedro Calmon. Participam, dentre outros, a Professora Drª Libânia Xavier e a Professora Drª Sonia Lopes.

É um evento gratuito e as inscrições podem ser feitas em  https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dG9xbUlxeHlkTFB5Yk1zVzBXZWZZRFE6MQ



domingo, 8 de abril de 2012

A Biblioteca Infantil do Pavilhão Mourisco

L
ançamento do livro "Leitura, arte e educação: a biblioteca infantil do Pavilhão Mourisco (1934-1937)" na próxima sexta-feira, dia 13 de abril, às 17 horas e 15minutos, no Foyer do Teatro Fernando de Azevedo, no Instituto de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ).

A Biblioteca Infantil do Distrito Federal localizada no "Pavilhão" ou "Espaço Mourisco" foi inaugurada em 1934 durante a gestão de Anísio Teixeira na Diretoria Geral de Instrução Pública do Distrito Federal. Coube à poeta e educadora Cecília Meireles a organização e direção do espaço que se transformou num centro de cultura infantil e de pesquisa para os educadores. 

Endereço: R. Mariz e Barros, 273 - Maracanã - Rio de Janeiro – RJ
Telefone: (021) 2334-2501.



A autora, Professora Doutora Jussara Pimenta assim descreveu, em artigo de XXXX, a Biblioteca do Pavilhão do Mourisco:

A Biblioteca Infantil do Distrito Federal foi um dos projetos mais ambiciosos da reforma anisiana e um espaço onde Cecília Meireles desenvolveu sua criatividade e seu empenho a favor da literatura infantil. A biblioteca deveria se instalar no Pavilhão Mourisco e seria constituída, inicialmente, das seguintes seções: seções de livros, seção de gravuras, seção de cartografia, seção de recortes, seção de selos e moedas, seção de música e cinema, seção artística, seção de propaganda e publicidade  e seções de observação e pesquisa. [...] A Biblioteca transformar-se-ia  num Centro de Cultura Infantil, já que extrapolava os objetivos de uma biblioteca [...] ”

Este trecho não é do livro que será lançado, mas de um artigo de Jussara de 2001. Instiga saber mais, o que só acontecerá lendo o livro.

Este é um daqueles livros que não pode faltar na estante de quem, como eu, gosta da História da Cidade. E, por falar nisso:

O Pavilhão Mourisco, na Praia de Botafogo, está representado numa imagem da Editora P. Speranza, em postal. Foi demolido na década de 1950 face a necessidade de desafogar o trânsito na região e pela construção do túnel do Pasmado. Fora construído por Pereira Passos, em 1906, para ser um café concerto. Aos fundos ficavam o Teatro de Marionetes (que no postal está em primeiro plano), um carrossel e um rinque de patinação que foi, durante muitos anos, uma das atrações da cidade. De construção com estiloneo-persa, deu origem a um trecho da cidade denominado Mourisco.

Em 1934, passa a abrigar a Biblioteca Infantil do Distrito Federal, objeto de estudo da pesquisadora Profª Drª Jussara Pimenta.


Fonte: PIMENTA, Jussara. Leitura e Encaantamento: A Biblioteca Infantil do Pavilhão Mourisco. In: NEVES, Margarida de Souza; LÔBO,Yolanda Lima; MIGNOT, Ana Chrystina Venâncio (orgs).Cecíli Meireles: a poética da Educação.Rio de Janeiro: Editora PUC-RJ, Loyola, 2001.

Imagem: Saudades do Rio http://fotolog.terra.com.br/luizd:110


sábado, 31 de março de 2012

Uma mulher do século XX




Dia 12 de abril, às 18 horas, no Palácio Pedro Ernesto, a Professora Drª Lia Faria receberá, das mãos do Vereador Leonel Brizola Neto, a medalha Pedro Ernesto, pelo reconhecimento das atividades realizadas, pela homenageada, na área de Educação.
Não é o primeiro reconhecimento do trabalho de Lia, sequer sua primeira medalha: em  2003, recebeu a Menção Honrosa da Faculdade da Região dos Lagos; a Medalha Tiradentes, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro; em 2001, a     Moção de Aplausos e Congratulações do  Centro de Apoio à Mulher , do Grupo de Integração Social de Trajano de Moraes; em 2000, Moção de Aplausos e Agradecimento,  da Câmara Municipal de Natividade, RJ; a Moção de Congratulações, Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro; a Medalha Mérito Dom João VI,  da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro; o título de      Cidadão Honorário,  da Câmara Municipal de Bom Jardim, RJ; a Medalha de Honra ao Mérito - Dia das Mães,  da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.; o Título de Cidadania Bom-Jardinense,  da Câmara Municipal de Bom Jardim; a Indicação para a composição da Câmara Nacional de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, UNDIME / Conselho Estadual de Educação; o Título de Personalidade Educacional 2000, da Associação Brasileira de Educação, da Associação Brasileira de Imprensa e da Folha Dirigida; o Grau de Grande Oficial da Ordem do Mérito Policial Militar, Governo do Estado do Rio de Janeiro; em 1999, a Moção de Parabéns, da  Câmara Municipal de Porciúncula, RJ;  a            Moção de Congratulações e Aplausos, Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro; o Prêmio Cidadania, da Associação Beneficente Rio Criança Cidadã – ABRCC; a Moção de Agradecimento,  da Câmara Municipal de Porciúncula; o Prêmio de Mulher Destaque, PDT - Movimento Estadual de Mulheres – RJ; a      Medalha Mérito Avante Bombeiro, Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro; em 1998, a Medalha Legislativa Municipal do Mérito Dr. José Clemente Pereira, da Câmara Municipal de Niterói; o Título de Honra ao Mérito, da  G.R.E.S. Mocidade Unida de Jacarepaguá; o Título de Conselheira Honorária,  do Conselho Municipal de Educação de Niterói; a Homenagem pelo Dia da Mulher Brasileira,  da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Rio de Janeiro; em 1997, o Título de Cidadã Friburguense,  da Câmara Municipal de Nova Friburgo; o Voto de Louvor,  da Câmara Municipal de Nova Friburgo, RJ; a Moção de Apoio, Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Rio de Janeiro; em 1996, o Diploma de Agradecimento,  da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra; a Moção de Congratulações, da Câmara Municipal de Niterói; em 1994, a Moção de Aplausos e Congratulações, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro; em 1991, o Prêmio de Publicação,  do XI Concurso Raymundo Correa de Poesia; a Moção de Aplausos, da Câmara Municipal de Niterói; o Título de Delegada da União Internacional Socialista de Educação,  da União Internacional Socialista de Educação; em 1990, a Homenagem pelos relevantes serviços prestados,  da Prefeitura Municipal de Volta Redonda; em 1986, o Título de Cidadã Gonçalense,  da Câmara Municipal de São Gonçalo; em 1985, a Moção de Aplausos, da Câmara Municipal de São Gonçalo.
Todos as homenagens fizeram jus a educadora, a política, a mãe, a esposa Lia. Queria conversar sobre outra Lia. A Lia mulher do século XX.
Ao defender minha dissertação de Mestrado tive a honra de tê-la, e conhecê-la, como parte de minha banca de avaliação. Recebi dela um livro, sobre seus estudos sobre a mulher, prefaciado pelo saudoso antropólogo brasileiro, Darcy Ribeiro, com quem ela trabalhou 16 anos. Este prefácio, impregnado da Lia mulher, o que se complementa na sua narrativa, invoca memórias que, por coletivas, são também minhas e daí minha imediata identificação.
Lia não é, decididamente uma mulher comum. Não por ser culta. Não por ser muito simples. Não por ter um discurso coerente que envolve a plateia, sem que esta se aperceba pelas muitas identificações que provoca, exatamente como sua narrativa escrita fez comigo.
A pessoa de Lia é, por ela mesma, uma fuga dos estereótipos das representações  dos cargos que assumiu ao longo de sua vida. Lembro que, no aeroporto de Vitória, junto com Roberto, o amor que escolheu para amar junto e partilhar a vida, ela pegou de minhas mãos uma pesada sacola de livros que eu, ali numa cadeira de rodas, cismava em trazer para o Rio. Ali, era a Diretora da Faculdade de Educação da UERJ, a carregar os livros que a aluna do Mestrado comprara no Congresso. Outra: todas as quintas-feiras, senta-se, numa sala de aula, Lia, junto aos alunos do Mestrado e Doutorado da UERJ, inclusive  de sua próprias orientandas, a aprender, como nós, com o Professor Dr. Joaquim Pintassilgo, da Universidade de Lisboa (atualmente professor visitante da UERJ), sobre a formação docente portuguesa. É a Lia aluna que lembra a hora do café, que troca experiências com os demais alunos e, até encara, com a alegria, as brincadeiras que todos, inclusive ela mesma, fazem.
Tudo isso não foi para dizer que Lia é merecedora da Medalha Pedro Ernesto porque tem dedicado sua vida à Educação. Foi para instigar você, que não conhece Lia Faria, mas está no centro da cidade no dia 12 de abril, a ouvir e conhecer uma mulher do século XX, que encarou a vida, como todas as demais de seu tempo, para dar a mulher a posição, no tecido social, que hoje ocupa.
Por que foi assim o movimento feminista no Brasil. Não teve ato fundador, até porque  mulheres educadoras protestavam e se posicionavam, no início do oitocentos. Não foi a mulher a ou b, porque viajou – porque tinha condições de fazê-lo – para outros países para lutar, melhor dizendo discursar, sobre a emancipação feminina. Mas, esta história é outra, que estudo e gosto de discutir... Quero falar sobre Lia.
Tudo isso é para instigar a ver e ouvir uma mulher, educadora, política, simples, alegre. Venha ouvir e ver Lia Faria, o exemplo de uma mulher do século XX.
Ah, para não perder o caminho da História, bonito ver o neto de Brizola entregar a Lia Faria, uma mulher do PDT( criado bravamente pelo avô), a Medalha Pedro Ernesto[1], a mais importante comenda do município do Rio de Janeiro (criada em 1980), concedida pela Câmara Municipal, após aprovação em Plenário, às personalidades que mais se destacaram na sociedade brasileira em suas respectivas áreas de atuação!



[1] Pedro Ernesto Baptista foi um político brasileiro, prefeito da cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, por dois períodos, entre 30 de setembro de 1931 e 2 de outubro de 1934 e entre 7 de abril de 1935 e 4 de abril de 1936.Considerado um dos maiores benfeitores das Escolas de Samba.Chegou a ser cotado para a Presidência da República, antes de ser preso, sob acusação de ser comunista. A Câmara de Vereadores da cidade do Rio de Janeiro instituiu uma medalha com seu nome. Também levam o nome do prefeito o hospital universitário da UERJ e uma rua, no bairro carioca da Gamboa. Em 2009, sua memória foi lembrada no desfile da Escola de Samba Unidos de Cosmos.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Escrever vidas, narrar a História




A Associação Nacional de História Seção Regional do Rio de Janeiro, Anpuh-Rio, tem o prazer de convidar todos os seus associados para o lançamento do Prêmio de Pesquisa da Anpuh-Rio, edição 2010, cuja tese ganhadora intitulada "Escrever vidas, narrar a História: a biografia como problema historiográfico no Brasil oitocentista", de autoria da professora Maria da Glória de Oliveira e orientada pelo saudoso professor Manoel Luiz Salgado Guimarães, foi publicada pela Editora FGV.

O lançamento será realizado na Blooks Livraria (Praia de Botafogo, 316. Rio de Janeiro - RJ), às 19 horas do dia 15 de março de 2012.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Biblioteca Mundial Digital: o casamento da Princesa Isabel

Foto: Coleção Thereza Christina

Quando passamos no Paço Imperial, na Praça XV não imaginamos aquela praça em dia de festa para o casamento da Princesa Isabel e do Conde d'Eu. Tantos lugares lindos e históricos, no Rio de Janeiro, e os passos apressados desviam nossa visão.

Minha amiga Regina Vidal, sabedora de meus interesses, mandou-me um site da Biblioteca Mundial Digital, que já conhecia, está nos meus sites favoritos. Entrei novamente e me deparei com o casamento.

A foto é linda. Mostra a realeza em dia de festa. 

Além dessa foto, outras da coleção Thereza Christina Maria, com mais de 21.000 fotos, representam o Brasil na biblioteca.

A biblioteca é um elemento transformador do processo de apropriação da cultura e isso, no meio digital, permite que essa apropriação se dê para um número cada vez maior de pesssoas, em diferentes partes do planeta Terra, o que socializa a informação impedindo a elitização prejudicial que, por vezes, sentimos.

Se estiver interessado (a) em dar um passeio, leve sua mente e seus olhos pela coleção Thereza Christina. 
Se tiver tempo, veja o que outros continentes apresentam. 
Você vai gostar: http: //www.wdl.org/pt/