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terça-feira, 18 de junho de 2013

Quando um BASTA já não basta.


Manifestação contra o aumento do preço das passagens, na Candelária Foto: Fábio Guimarães / O Globo

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/brasil/na-internet-mais-de-80-mil-pessoas-confirmam-presenca-em-sexta-manifestacao-no-rio-8727195.html#ixzz2WatRZGd8



Ontem , por todo o país, multidões ocuparam as ruas das grandes capitais. O protesto não é sobre o aumento das passagens, o que alguns argumentam no sentido de apequenar um ato cívico. O ato é um basta, diferente dos até agora feitos pelo país. Não é para colocar em pouquíssimas janelas a palavra como se ela dali fosse sair e, animada, tomasse vida e  fosse em busca de ações que refreasse atos.
Nós, todos nós, os brasileiros, muitos representados por jovens, querem clamar BASTA.

Basta de político corrupto que se elegeu, comprando votos de quem tem fome de cidadania, para locupletar-se da nação. 

Basta de preconceitos que ao invés de unir o povo os afasta dos valores de irmandade da nação, construídos paulatinamente desde a independência de Portugal. 

Como as estações de TV e os jornais proclamam, o povo não é contra a Copa ou qualquer outro evento que o Rio de Janeiro sedie. O povo é contra os milhões gastos pelos governos, de vários estados e o governo federal para "acertar" (construir, reformar) estádios, transportes e aeroportos, o que se devia aos brasileiros há décadas, para depois dar de "mão beijada" a espertos capitalistas que nada gastaram e agora só vão lucrar com o empreendimento. 
Onde esteve este dinheiro todo esse tempo? Melhor perguntando, nos bolsos de quem?

Não se quer nos atos públicos partidos, ONGS, bandeiras, nenhuma dessas coisas que não ajudam e só atrapalham. Que não venham os políticos... esses só querem receber um bom salário e ter uma vida diferente do brasileiro comum, que trabalha 5 dias por semana, paga suas passagens aéreas, compra suas próprias roupas e não recebe subsídios de moradia.

Que não venham, também, vândalos.... O povo nas ruas exige uma justiça que tem sido injusta a beneficiar os "pacientes" (nome pomposo, ambíguo, retórico) e jamais falar pela vítima, seja ela pessoa, seja ela o dinheiro da nação. Para os vândalos se exige a LEI, justa.

Onde se esconde há tanto tempo o dinheiro da Educação e da Saúde?

 O que é certo, porém, é que, a despeito desta situação dificitaria que nos vem do regimen passado e que o actual vae conservando, sempre encontramos recursos com que attender a emprehendimentos varios, conductores do nosso progresso, alguns, por certo a maioria, desordenados e immoderados outros, a attestar erros sem conta na nossa directriz de politica economica e social. Sómente para a instrucção popular é que não temos, do ponto de vista federal, lançado vista carinhosa, e, quando nella se falIa, é para allegar que os recursos federaes são minguados e não é possivel distrahil-os das
obrigações precipuas que a Constituição confiou á União. Entretanto, é, ao meu vêr, errado e falso esse ponto de vista. Bôas finanças só poderemos conseguir, quando tivermos revigorado as energias de nossa gente tornando-a apta a produzir muito e a produzir bem, capacitando-a tirar da nossa terra as fartas riquezas que nella se contém.(Annaes da Conferência Interestadual do Ensino Primário, realizada na cidade do Rio de Janeiro, em 1921, p.149)

O povo está nas ruas porque não aguenta mais. BASTA! Só isso! 


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